sábado, 28 de abril de 2012

A Gramática e Seu Paradoxo.


A GRAMÁTICA E SEU PARADOXO

A gramática está presente no Ensino Fundamental, no Ensino Médio e no Ensino Superior. A escola ao aplicar o ensino da língua portuguesa, sem dúvida deve ensinar a gramática normativa de forma contextualizada e a expressão oral valorizando a língua falada, como propõe à linguística, no nosso mundo contemporâneo. Para que haja boa formação do indivíduo não devemos pensar e aplicar somente conhecimentos científicos, lidamos o tempo inteiro, com pessoas de experiências de vida e classes sociais bem diferenciadas.
Conforme o tempo passa o rendimento e o entendimento do aluno em sala de aula vem caindo gradualmente em relação ao ensino da língua portuguesa. Hoje em dia é mais fácil para o aluno do Ensino Fundamental e até mesmo o Ensino Médio apresentarem dificuldades para a compreensão da gramática, mas há várias maneiras para que o ensino tradicional possa ser prazeroso e diferente daquilo que é tão assustador para o aluno, a famosa gramática. O professor deve tornar prazerosa a sua aula, interagir a relação professor/aluno, utilizar outras formas e métodos, contextualizar com outras ferramentas que podem ser usadas em sala de aula, ou seja, ferramentas tecnológicas que trazem novidade e interesse a criança e ao jovem.
Assim sendo devemos como professores, escritores e leitores profissionais, formadores de opinião, garantir a todos os brasileiros aprender corretamente a nossa língua sem sermos radicais com a comunicação. E sob o ponto de vista de uma unidade semântica e sintática que regularizam o uso da língua portuguesa, é de suma importância o conhecimento da norma culta para que possamos produzir uma escrita, acadêmica, formal e informal, dando possibilidades no seu entendimento e na comunicação entre os falantes de uma mesma língua, que no nosso caso é a língua portuguesa, a nossa língua mãe.
Sabemos que a gramática normativa na língua escrita é de suma importância, mas sem radicalismo. A informalidade do cotidiano nos dá licença coloquial comunicando uma ideia. O poder da comunicabilidade suplanta a gramática normativa, o que parece uma construção errada ou equivocada, pode ser considerada correta num determinado contexto.
Temos grandes exemplos de escritores que em suas obras tem essa linguagem “coloquial” bem aprimorada, o escritor Luís Fernando Veríssimo, é um bom exemplo, ele sabe bem como se comunicar em suas crônicas com essa linguagem que todos falam e vivem no cotidiano.

Por Paulo Roberto de Ataíde/Paulo D'Athayde, artigo publicado no Jornal Atual.

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