A GRAMÁTICA E SEU PARADOXO
A gramática está presente
no Ensino Fundamental, no Ensino Médio e no Ensino Superior. A escola ao
aplicar o ensino da língua portuguesa, sem dúvida deve ensinar a gramática
normativa de forma contextualizada e a expressão oral valorizando a língua
falada, como propõe à linguística, no nosso mundo contemporâneo. Para que haja
boa formação do indivíduo não devemos pensar e aplicar somente conhecimentos
científicos, lidamos o tempo inteiro, com pessoas de experiências de vida e classes
sociais bem diferenciadas.
Conforme o tempo passa
o rendimento e o entendimento do aluno em sala de aula vem caindo gradualmente
em relação ao ensino da língua portuguesa. Hoje em dia é mais fácil para o
aluno do Ensino Fundamental e até mesmo o Ensino Médio apresentarem dificuldades
para a compreensão da gramática, mas há várias maneiras para que o ensino
tradicional possa ser prazeroso e diferente daquilo que é tão assustador para o
aluno, a famosa gramática. O professor deve tornar prazerosa a sua aula,
interagir a relação professor/aluno, utilizar outras formas e métodos,
contextualizar com outras ferramentas que podem ser usadas em sala de aula, ou
seja, ferramentas tecnológicas que trazem novidade e interesse a criança e ao
jovem.
Assim sendo devemos
como professores, escritores e leitores profissionais, formadores de opinião, garantir
a todos os brasileiros aprender corretamente a nossa língua sem sermos radicais
com a comunicação. E sob o ponto de vista de uma unidade semântica e sintática
que regularizam o uso da língua portuguesa, é de suma importância o
conhecimento da norma culta para que possamos produzir uma escrita, acadêmica,
formal e informal, dando possibilidades no seu entendimento e na comunicação
entre os falantes de uma mesma língua, que no nosso caso é a língua portuguesa,
a nossa língua mãe.
Sabemos que a gramática
normativa na língua escrita é de suma importância, mas sem radicalismo. A
informalidade do cotidiano nos dá licença coloquial comunicando uma ideia. O
poder da comunicabilidade suplanta a gramática normativa, o que parece uma
construção errada ou equivocada, pode ser considerada correta num determinado
contexto.
Temos grandes exemplos
de escritores que em suas obras tem essa linguagem “coloquial” bem aprimorada,
o escritor Luís Fernando Veríssimo, é um bom exemplo, ele sabe bem como se
comunicar em suas crônicas com essa linguagem que todos falam e vivem no
cotidiano.
Por Paulo Roberto de Ataíde/Paulo D'Athayde, artigo publicado no Jornal Atual.
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