quinta-feira, 15 de julho de 2010

Amor Carmesim

Doce de framboesas
Lembra...
Lábios com batom vermelho

Mulher na tpm
Lembra...
Sangue na boca de vampiro
Em cine tecnicolour

Amor escondido
Lembra...
Sexo selvagem e sem jeito

Cio de princesa
Lembra...
Inocência de quem
Ainda não sabe amar
E sangra...
Sangra...
Sangra...

Sem Limites

O sangue a pulsar me estremece
Então tento libertar da memória
E como um filme se passa a história
Tomo um gole a garganta aquece

Recordo a loucura da paixão demente
Na pele um cheiro impregnado
Do distante e esquecido passado
Outrora semeada a semente

Enquanto o pensamento é vago
Eu me enlouqueço a cada trago
Na ilusão do contido mistério

O que poderia explicar a fuga
Quando se lamentar é a fuga?!
Agoniza o Poeta sem critério

Forma Prima

Passo a passo pernas desenham a silhueta azul
A luz
Por nuveados raios
Invade o espaço

O corpo
Lua minguante
Lua nova
Quarto crescente
Lua

Branca-menina
Pés pontiagudos espetam meu pensamento
De erotismo selvagem
Caminhos desvendados pela beleza e harmonia

A cada instante incito o verbo amar
Amar
A carne
Pele
Poros
Pêlos
O cheiro

Vulcão frenético
Deusa dos sonhos poéticos
Jorros na ponta da pena deságuam palavras
No mar-alto da emoção

O movimento do corpo
Exala todo perfume
De preciosa e graciosa rosa
Encantamento que embriaga meus olhos
Envolvidos no afago de minha supra-imaginação