Luzes alaranjadas acendem
Fecham-se postigos
Por trás das sentinelas grades
Ferrosas e frias
A noite envolve ásperas árvores
Que se vestem do limo ácido do tempo
Do amor que tenho pela cidade
Não posso desfrutar
Os olhos estão cerrados
Ofuscados no escuro deserto
Cidade maravilhosa
Ânsia eterna de solidão
Medo e morte
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Auto Visagem
I
Aparo as arestas de palavras
(Escritas/Faladas/Ouvidas)
II
Ciranda de pirilampos
Afogados no negro-nanquim
Ofuscam-me os sonhos
III
O pano de fundo
Meu velho-retrato
Estirpe-impressionista
De demônios matizados
E deuses adormecidos
IV
Anjos e querubins
Ornados de plumagens sensoriais
Metafisicamente fantasiados
Ilustram-me o tempo
V
Entretanto...
Na abissal profundeza da alma
Sou apenas simples mortal
(Criança/Poeta/Louco)
Magia misteriosa de Deus
Aparo as arestas de palavras
(Escritas/Faladas/Ouvidas)
II
Ciranda de pirilampos
Afogados no negro-nanquim
Ofuscam-me os sonhos
III
O pano de fundo
Meu velho-retrato
Estirpe-impressionista
De demônios matizados
E deuses adormecidos
IV
Anjos e querubins
Ornados de plumagens sensoriais
Metafisicamente fantasiados
Ilustram-me o tempo
V
Entretanto...
Na abissal profundeza da alma
Sou apenas simples mortal
(Criança/Poeta/Louco)
Magia misteriosa de Deus
O Sentido das Letras
Carrego no embornal
Entre outras coisas
Palavras...
Palavras
Que se modificam no tempo
Consoantes e vogais
Alinham-se fio a fio
Notícias
Pesam as páginas do jornal
De tempo em tempo
Vão-se os elos da barbárie
Fica a lírica do poeta
Entre outras coisas
Palavras...
Palavras
Que se modificam no tempo
Consoantes e vogais
Alinham-se fio a fio
Notícias
Pesam as páginas do jornal
De tempo em tempo
Vão-se os elos da barbárie
Fica a lírica do poeta
Assinar:
Comentários (Atom)