segunda-feira, 21 de março de 2011

DESTILARIA DOS VERSOS

Segrego o sentimento
Há versos
No momento o poema é impróprio
A vontade do corpo volátil!!!
Estou como pedra inerte sob o sol

Sonâmbulo
Desfaz-se o instante
Reduzido à mistura de sonhos

Sonâmbulo
Madrugada-manhã
Resmungo palavras

Sonâmbulo
Caminho até a cozinha
Bebo o líquido da vida

Sonâmbulo
Elimino as toxinas da boêmia...
E volto tateando paredes
Inebriante e contido

Sonâmbulo
Onde a malha refinada do silêncio
Insinua o sono

Sonâmbulo
O poema é vulto rasurado...
E tudo me basta!!!