sábado, 28 de abril de 2012

Jogos Eletrônicos: Brinquedos ou Alienação


                    JOGOS ELETRÔNICOS: BRIQUEDOS OU ALIENAÇÃO?

Crianças já nascem sentindo tudo que está a sua volta. O meio em que vivem proporciona para elas cada vez mais um universo inteiramente lúdico. É tudo muito sensorial.
Um dia acontece a descoberta dos brinquedos eletrônicos que trazem o fascínio e prazer que só esses brinquedos conseguem proporcionar. Com muita habilidade, manuseiam e dedicam concentração tamanha que, imperceptivelmente, passam horas brincando. É nessa hora que devem entrar em cena os personagens mais importantes: “os pais”.
A orientação e a conversa são as principais armas para combater o exagerado vício dos games. Vício que se cria quando a família está ausente. Criar horários para elas brincarem. Manter sempre o computador a vista. Não deixar o computador à vontade, porque são capazes de manusear bem qualquer tipo de ferramenta tecnológica.
Estimular outras brincadeiras, com segurança e com criatividade. Criar novas ideias para que não fiquem somente ligadas a games que as deixam eufóricas. Preparar as crianças para lidar com esse universo tão fascinante é importante. Brincar sempre. Exagerar nunca. Envolver as crianças em atividades de interação real com adultos e outras crianças dá a elas a oportunidade de experimentar emoções que são idênticas às proporcionadas pelos vídeos games.
Crianças podem interagir com os pais e trazer muitas mudanças em seus relacionamentos. Sabemos que a internet sendo mal utilizada, pode causar experiências não muito boas. Ter atenção é preciso para que isso não aconteça. Interagir pais e filhos para brincadeiras sadias, ainda é a máxima de uma vida saudável de uma família unida. Quando as crianças se negam a falar com os pais é porque elas estão falando outra linguagem que não é mais a da criança. A linguagem das crianças, linguagem do vídeo game e do celular, é completamente diferente da linguagem dos pais: “os filhos da televisão”.
Os computadores no cotidiano das crianças proporcionam uma nova forma de sociabilidade. Os jogos em rede levam-nas a se relacionar com centenas e milhares de pessoas de diversas partes do mundo. Relacionam-se com muito mais gente, só que virtualmente. Além da interação virtual, os jogos se tornam fator de identificação no mundo social.
O hábito de jogar vídeo games precisa ser limitado, por trazer sintomas com alguns efeitos que podem ser prejudiciais à saúde, mas como não é possível vencê-las, resta juntar-se a elas e tornar os games um aliado no crescimento delas e não transformar os games em vilão de uma geração. Até uma hora de jogo é estimulante, depois, pode ser prejudicial, além de causar danos físicos: como postura, olhos ressecados e dor de cabeça. Cinco ou mais horas podem causar também obesidade infantil. E há o perigo semelhante aos efeitos causados pelas drogas, é muito comum aparecerem doenças relacionadas ao mau humor, insônia, taquicardia, por estar à disposição diante do computador durante muito tempo, por isso, a ansiedade precisa ser dosada.
Para que todas as potencialidades dos games possam ser trabalhadas e benéficas, é preciso orientação, intercalada com outras atividades lúdicas e educativas, o suficiente para estimular a aprendizagem, motivação e atenção dos jovens jogadores, que precisam, sobretudo, da família para guia-los nessa aventura, ou eles podem se perder para sempre nas interfaces digitais e virtuais. É preciso saber a hora de dizer: “game over!”

Paulo Roberto de Ataíde/Paulo D'Athayde-Artigo publicado no Jornal Atual.

As Gerações e as Tecnologias

                               AS GERAÇÕES E AS TECNOLOGIAS


É fato que o mundo é das novas tecnologias e elas trazem para as pessoas seus benefícios. Gerações interagem umas com as outras e as novas tecnologias são utilizadas por elas, por está muito mais fácil acessá-las, essas gerações são classificadas de geração Z, Y, X e Baby Boomer. Vamos conhecer um pouco dessas gerações e quebrar o mito de que o computador é coisa do outro mundo.
A geração Z é a classificação sociológica para caracterizar as pessoas nascidas na segunda metade da década de 90 e os anos 2000. Essa geração em contato com as novas tecnologias interagem com pais e trazem muitas mudanças em seus relacionamentos em casa. O computador ao invés de afastá-los, como algumas pessoas pensam e julgam, traz essa facilidade de interação. O computador deve estar próximo aos pais para que as crianças não fiquem vulneráveis a internet o tempo inteiro. Os fatores que influenciam essas crianças é o mundo globalizado, interconectado e extremamente tecnológico. Esse universo criou nesses indivíduos características únicas, que define assim essa geração Z. 
A geração Y são os indivíduos nascidos entre 1976 e 1994, aqueles que cresceram com tecnologia a sua volta. Devido ao cenário mundial e dúvidas com o próprio futuro, muitas vezes ainda não fizeram diferença e dependem dos pais para pagar as próprias contas, é a geração com os hormônios em ebulição por causa da idade, está sempre em busca de novos estímulos, interage bem com professores que de modo geral são da geração X. São muito curiosos no que diz respeito a computadores e para não entrarem em colapso com as informações tecnológicas, podem ser estimulados pelos professores com pesquisas diferenciadas e trabalho em conjunto.
A geração X, essa geração que abrange pessoas com idade entre 30 e 40 anos, é uma geração que resiste mais às tecnologias, resistentes na forma de trabalhar, são conservadores, mas isso não é generalizado, nem suas atitudes são tão radicais. Essa geração de nascidos entre os anos 1964 e 1975, são conhecidos como os precursores do empreendedorismo, pessoas voltadas às ações, criadores da internet e de uma visão diferenciada. São gestores, é a geração liderança, que se graduou e entrou no mercado de trabalho quando a maioria dos cargos importantes já estava sendo ocupados pelos Boomers.
A geração Baby Boomer, é a geração do conhecimento empírico, a geração do pós-guerra, a geração da sabedoria, é a geração que passou pelo processo do início da tecnologia, a geração que precisa ter contato com o mundo em que vivemos hoje. Foram da primeira geração que conheceram a TV, conheceram os primeiros eventos culturais e os fatos mais marcantes da humanidade, a geração que mudou o mundo, geração responsável, geração que está antenada em novidades. Esta geração está à procura de tecnologias que lhes tragam mais longevidade, são independentes e ativos. Nascidos entre 1946 e 1964, esse grupo inclui a maior parte dos executivos de topo, líderes e políticos, bem como a camada superior administrativa das organizações, é uma geração que se adaptou à busca e conquista de um bom emprego ou a criação de sua própria empresa. Respeitemos a geração Baby Boomer, porque foi ela a responsável pelas mudanças que houve no mundo globalizado, a geração que mesmo com todas as crises, está no mundo dando exemplo de vida às outras gerações.
E assim, nesse emaranhado de tecnologias, a tecnologia não é e nem será mais assustadora como muitos ainda pensam que é. 

Paulo Roberto de Ataíde/Paulo D'Athayde, artigo publicado no Jornal Atual.

AGELESS: UMA NOVA GERAÇÃO


                            AGELESS: UMA NOVA GERAÇÃO
            Homens e mulheres que passaram dos 50 anos, são vistos hoje como o grande foco da moda, da gastronomia, da universidade, da tecnologia e do comércio de modo geral, gozam de boa saúde e tem disposição como qualquer jovem abaixo de 30 anos, vivem cada vez mais e melhor. A idade cronológica deixou de determinar o modo de vida dessas pessoas. Elas são os ageless, “os sem idade”. É coisa do passado, hábitos de vida sedentária dessas pessoas e a forma de expressar não estão mais ligadas à idade. Para os ageless, o que mais importa, é a capacidade funcional, social e emocional. Elas estão ligadas a redes sociais, wikis, orkut, face book, blogs, msn etc.
            Os produtos e serviços antes direcionados exclusivamente ao público jovem começam a ganhar adeptos entre quase todos dessa geração, que passou a ser a mais consumidora de todos esses produtos. Compram roupas nas mesmas lojas dos jovens, costumam viajar juntos e não raro frequentam as mesmas festas. Os ageless rompem definitivamente com esse padrão convencional em que o comportamento é ditado pela faixa etária.
            A ascensão dos ageless pode ser notada na publicidade. Grande parte dos anúncios, deixou de se dirigir ao público com mais de 50 anos com base na noção de que eles só consomem cremes antirrugas e tintura para cabelo. Eles hoje estão no centro das mudanças na publicidade. É o grupo demográfico que mais cresceu nos últimos anos, integram e sabem que tem muita vida pela frente, não querem ser tratados mais como velhinhos, sabem que todo mundo quer ter boa qualidade de vida e estar livre de doenças sempre associadas à velhice.
Geração ativa, produtiva, criativa e motivada, que possui renda mais consolidada e padrão de vida mais estável, os ageless consomem produtos de alta qualidade e preferem qualidade a quantidade. Não se influenciam facilmente por outras pessoas, o preço não é obstáculo para perseguir um desejo, são firmes e maduros nas decisões.
O fenômeno ageless é resultado dos avanços das ciências da saúde e mudanças de mentalidade. As empresas vêm assimilando com euforia os ageless e veem neles vantagens competitivas, como a independência e o tempo disponível do jovem, aliada à experiência, prática, diplomacia e atitudes prudentes de pessoas maduras, de competências e atualização tecnológica.
Ter idade, é não carregar o peso do fracasso; ao contrário, é chegar ao ápice da sabedoria; não é decadência, é oportunidade; muito menos doença, é uma etapa normal da vida; nem mesmo desgraça, é graça; não é diminuir, é crescer, e ter vontade permanente de ser; é alguém experiente que deve ajudar os jovens a viver melhor. Ter idade é compartilhar as experiências que foram adquiridas ao longo do tempo, ser professor da vida, cantar no karaokê, dançar, brindar com a família e os amigos, rir das situações que foram difíceis e foram superadas ao longo da vida, é ser um ageless.
Diante desse quadro, dessa contemporaneidade pós-moderna, o mundo será cada vez mais dessa nova geração - os ageless.

Paulo Roberto de Ataíde/PauloD'Athayde-Artigo publicado no Jornal Atual.

A Gramática e Seu Paradoxo.


A GRAMÁTICA E SEU PARADOXO

A gramática está presente no Ensino Fundamental, no Ensino Médio e no Ensino Superior. A escola ao aplicar o ensino da língua portuguesa, sem dúvida deve ensinar a gramática normativa de forma contextualizada e a expressão oral valorizando a língua falada, como propõe à linguística, no nosso mundo contemporâneo. Para que haja boa formação do indivíduo não devemos pensar e aplicar somente conhecimentos científicos, lidamos o tempo inteiro, com pessoas de experiências de vida e classes sociais bem diferenciadas.
Conforme o tempo passa o rendimento e o entendimento do aluno em sala de aula vem caindo gradualmente em relação ao ensino da língua portuguesa. Hoje em dia é mais fácil para o aluno do Ensino Fundamental e até mesmo o Ensino Médio apresentarem dificuldades para a compreensão da gramática, mas há várias maneiras para que o ensino tradicional possa ser prazeroso e diferente daquilo que é tão assustador para o aluno, a famosa gramática. O professor deve tornar prazerosa a sua aula, interagir a relação professor/aluno, utilizar outras formas e métodos, contextualizar com outras ferramentas que podem ser usadas em sala de aula, ou seja, ferramentas tecnológicas que trazem novidade e interesse a criança e ao jovem.
Assim sendo devemos como professores, escritores e leitores profissionais, formadores de opinião, garantir a todos os brasileiros aprender corretamente a nossa língua sem sermos radicais com a comunicação. E sob o ponto de vista de uma unidade semântica e sintática que regularizam o uso da língua portuguesa, é de suma importância o conhecimento da norma culta para que possamos produzir uma escrita, acadêmica, formal e informal, dando possibilidades no seu entendimento e na comunicação entre os falantes de uma mesma língua, que no nosso caso é a língua portuguesa, a nossa língua mãe.
Sabemos que a gramática normativa na língua escrita é de suma importância, mas sem radicalismo. A informalidade do cotidiano nos dá licença coloquial comunicando uma ideia. O poder da comunicabilidade suplanta a gramática normativa, o que parece uma construção errada ou equivocada, pode ser considerada correta num determinado contexto.
Temos grandes exemplos de escritores que em suas obras tem essa linguagem “coloquial” bem aprimorada, o escritor Luís Fernando Veríssimo, é um bom exemplo, ele sabe bem como se comunicar em suas crônicas com essa linguagem que todos falam e vivem no cotidiano.

Por Paulo Roberto de Ataíde/Paulo D'Athayde, artigo publicado no Jornal Atual.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

BRINDE




                                                     B
                                                         R
                                                             I
                                                                N
                                                                    D
                                                                        E
Pelos momentos em que nos conhecemos
Pelos momentos em que nos enlouquecemos
Pelos momentos em que suprimos nossas carências
Pelos momentos em que enxugamos nossas lágrimas
Pelos momentos em que parecia que éramos coniventes
Pelos momentos em que nos chamamos de caras de pau
Pelos momentos em que nos amamos olho no olho
Eu suplico definitivamente minha silenciosa
Não presença em seus momentos
De coração apertado
Mesmo
Sem ter
Razão. Tintim!




 1º lugar no PRÊMIO FEUC DE LIERATURAS 2011.